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31 de outubro de 2020

Terremoto deixa 14 mortos e centenas de feridos na Turquia e Grécia

A Turquia registrou um forte terremoto de magnitude 7 na escala Richter, que provocou o desabamento de vários prédios, deixando pelo menos 14 mortos e 419 feridos – informaram o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) e a imprensa local.

A magnitude do sismo, registrado a uma dezena de quilômetros de profundidade, foi avaliado pelo Instituto Geofísico Americano (USGS) com magnitude 7, e 6,8 pelas autoridades turcas. 

Na Turquia, a Presidência para Gestão de Emergências e Desastres (AFAD) confirmou 12 mortos, um deles afogado, e 419 feridos. 

Segundo o governador de Esmirna, no sudoeste do país, cerca de 70 pessoas foram resgatadas nos escombros até o momento. 

Na Grécia, a ilha de Samos, no arquipélago do Dodecaneso (sudeste), foi a área mais afetada: dois jovens morreram em decorrência da queda de um muro e quatro pessoas ficaram feridas, informou o canal público ERT. 

“Foi um caos, nunca passamos por isso. Até agora não temos vítimas. Alguns edifícios foram danificados, principalmente uma igreja”, localizada no porto de Karlovassi, informou Giorgos Dionysiou, o vice-prefeito de Samos.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, telefonou nesta sexta para o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, para expressar suas condolências pelos mortos.

Como exemplo de sua força, o terremoto causou um aumento no nível do mar que inundou as ruas de Seferihisar, cidade turca localizada no epicentro. A maré também varreu as costas da ilha de Samos. A costa turca, que é muito populosa, foi a mais atingida.

Sentido em Istambul e em Atenas, o sismo ocorreu no mar Egeu, ao sudoeste de Esmirna, terceira cidade da Turquia, e perto da ilha grega de Samos.

“Neste momento, recebemos informações, segundo as quais seis imóveis desabaram em Bornova e Bayrakli”, na província de Esmirna, anunciou o ministro turco do Interior, Suleyman Soylu, no Twitter.

“Alguns dos nossos concidadãos estão sob os escombros”, acrescentou o ministro do Meio Ambiente, Murat Kurum, que relatou a queda de cinco edifícios.

“Meu Deus!”

As emissoras de televisão do país mostravam imagens de grandes nuvens de poeira, enquanto a população corria para as ruas, em pânico.

Em uma imagem captada por um morador, um prédio caía com uma enorme facilidade, enquanto pedestres gritavam: “Meu Deus!”. 

Em Bornova, socorristas, moradores e policiais tentavam abrir passagem entre os escombros de um prédio residencial de sete andares, com a ajuda de motosserras, segundo as imagens da emissora pública TRT. De tempos em tempos, os socorristas pediam silêncio para localizar sobreviventes.

Uma jovem foi retirada dos escombros de um prédio desabado, segundo a rede CNN-Türk.

O governador de Istambul, Ali Yerlikaya, disse que, até o momento, não há informações sobre danos na capital econômica do país.

“Todas as nossas instituições começaram a se deslocar para o local para iniciar os esforços necessários”, declarou o presidente Recep Tayyip Erdogan no Twitter.

O sismo aconteceu frente à costa de Samos, perto da cidade turca de Esmirna. 

Sentido fortemente em Samos, mas também na ilha de Creta e em Atenas, o sismo, de duração prolongada, “foi registrado às 8h51 (horário de Brasília), e seu epicentro se situou a 19 km de Samos e a 2 km de profundidade”, segundo o último comunicado do Observatório grego de Sismologia.

“Diplomacia do terremoto”

De acordo com a Chancelaria turca, os ministros das Relações Exteriores de Grécia e Turquia “destacaram que estão prontos para, em caso de necessidade, se ajudar e apoiar mutuamente”.

Esta promessa de ajuda mútua é uma reminiscência da ajuda que a Grécia ofereceu à Turquia após o terramoto de 1999, que deixou 17.000 mortos, um gesto que permitiu a retomada nas relações entre os dois países rivais.  

Isso levou alguns especialistas a cunhar a frase “diplomacia do terremoto”. 

A União Europeia e a Otan ofereceram ajuda em tudo o que a Turquia solicitar, expressaram Ursula Von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Jens Stoltenberg, secretário geral da Otan, no Twitter. 

Tanto a Turquia quanto a Grécia estão situadas em uma das zonas sísmicas mais ativas do mundo. Na Turquia, além do terremoto de 1999, um tremor de magnitude 7,1 atingiu a província de Van e deixou mais de 600 mortos e em janeiro passado, outro de 6,7 deixou cerca de quarenta mortos na província de Elazig (leste). 

Na Grécia, o último terremoto catastrófico ocorreu em julho de 2017 – na ilha de Kos, perto de Samos, no arquipélago do Dodecaneso – e deixou dois mortos.

Por AFP

Via NSC Total

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