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24 de dezembro de 2019

Padrasto é suspeito de matar menina de 1 ano e 11 meses em Joinville SC

Menina de 1 ano e 11 meses foi sepultada neste domingo em Joinville. Padrasto da criança segue preso após laudo do Instituto Médio Legal (IML) apontar morte por asfixia. Suspeito alega que a criança foi encontrada desacordada na piscina de uma casa vizinha
Polícia Civil/Divulgação
A esposa do homem preso suspeito de matar a filha dela, de 1 ano e 11 meses, em Joinville, no Norte catarinense, acredita na inocência do marido. De acordo com Maria Helena da Silva Francisco Neto, o marido – e padrasto da criança – não tinha motivos para cometar o crime ocorrido no bairro Ulysses Guimarães, Zona Sul do município.
“Ele [o marido] não fugiu, não fez nada. Ele estava lá, desesperado e vendo a filha dele respirar, meu Deus. Ele nunca deu um grito ou tapa naquela menina. Eu quero justiça, porque isso não está certo”, disse a mãe da menina.
A menina foi enterrada neste domingo (22) no Cemitério Nossa Senhora de Fátima, no bairro João Costa, Zona Sul de Joinville. Durante o velório, os familiares estavam indignados e pediram justiça.
Bebê de 1 ano e 11 meses morre afogada em piscina de casa em Joinville
O padrasto da criança, um jovem de 20 anos, foi preso em flagrante na manhã de sábado (21). Um dia antes, de acordo com o delegado Wanderson Alves Joana, da Delegacia de Homicídios (DH), ele teria cometido o crime. Em depoimento à polícia, o suspeito alegou que a menina teria se afogado na piscina de uma casa vizinha a da família.
O delegado descartou a possibilidade de afogamento após receber o laudo preliminar emitido pelo legista do Instituto Geral de Perícias (IGP). Nele, a causa da morte é apontada como compressão direta das vias aéreas. Ainda de acordo com Wanderson Alves Joana, a criança não teria condições de chegar sozinha até a piscina.
“O acesso à residência é difícil, pois é murada e tem um portão de ferro pesado. Caso a criança abrisse, o que é impossível, para ir até a piscina, que é uma vez e meia mais alta que ela. Ou seja, impossível cair sozinha”, explicou o delegado em entrevista à NSC TV.
O padrasto deve responder por feminicídio, pois tinha uma relação familiar com a vítima. Neste domingo (22), o suspeito passou por uma audiência de custódia. Ele permanece preso, porém, o juiz de plantão decretou a prisão preventiva. A defesa dele pretende entrar com pedido de habbeas corpus junto ao Tribunal de Justiça.

Velório de criança foi neste domingo, em Joinville

Investigação
A Polícia Civil foi acionada pelo posto de saúde para onde a menina foi levada desacordada. Socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado pela unidade, tentaram reanimar a criança, mas ela já estava morta.
A mãe teria deixado a menina com o padrasto para ir trabalhar. Inicialmente, de acordo com o delegado, havia a informação de que a criança teria sido encontrada na piscina, versão que gerou desconfiança dos policiais que estiveram no local. Entretanto, segundo Alves, a investigação apontou que o próprio padrasto teria simulado o afogamento.
“Ele a colocou na piscina, onde ela se molhou, e já saiu retirando e gritando que precisava de ajuda, que ela tinha morrido. Mas o que foi determinante [para descartar a hipótese de afogamento] foi o exame realizado pelo médico legista, que não constatou nenhum pingo de água nas vias aéreas”, afirmou Alves.
De acordo com o delegado, a mãe e o padrasto teriam recebido uma intimação judicial sexta-feira (21) determinando que ela entregasse a criança para o pai em um prazo de 24 horas. Não há boletim de ocorrência de violência praticada pelo padrasto contra a criança, segundo o delegado.
Delegado aponta que portão de ferro impediria que criança chegasse sozinha na piscina.
Polícia Civil/Divulgação
G1 SC

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