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22 de outubro de 2020

Maior frigorífico de suínos da América Latina começa ganhar forma no PR

O maior frigorífico de suínos da América Latina começa a ganhar forma, em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná. A terraplanagem nos 115 hectares é concluída enquanto a fundação, uma das bases do projeto, está em plena evolução. São R$ 2,5 bilhões em um investimento que promete ampliar ainda mais o protagonismo da região como uma das maiores produtoras de carne suína e derivados do Brasil.

Equipada com o que há de mais moderno, a plataforma de 147 mil metros quadrados de área construída deve entrar em operação em 2023. Neste ano, a cooperativa central Frimesa, que reúne algumas das principais cooperativas suinícolas do país e que encabeça o bilionário investimento, aumentou a produção nas suas duas unidades em operação, em Medianeira e Marechal Cândido Rondon.

No canteiro de obras em Assis, centenas de funcionários de empresas terceirizadas ditam o ritmo da obra ao som de martelos, tratores e escavadeiras. Cada um executa uma parte do audacioso projeto. “Nós estamos adiantados. A terraplanagem está praticamente concluída, estamos fazendo as fundações e todo o asfaltamento ao redor (de onde ficarão os prédios) que é necessário para o frigorífico. Cada empresa terceirizada está fazendo uma parte do projeto”, destacou ao O Presente Rural o presidente da Frimesa, Valter Vanzella. “No começo do ano que vem começa a instalação dos pré-moldados da indústria propriamente dita. Já negociamos a cobertura e os equipamentos para abate e desossa”, menciona.

De acordo com Vanzella, o ritmo intenso dos trabalhos é para chegar ao final de 2022 com a obra pronta. “No fim de 2022 queremos estar com o frigorífico pronto, já para iniciar os abates no começo de 2023. Primeiramente, vamos abater 3.750 animais por dia, em um turno. À medida que formos ampliando nosso mercado, com capacidade de produção nas granjas para poder entregar os produtos, vamos ampliar para dois turnos, somando 7,5 mil suínos ao dia”, destaca o cooperativista.

O número vai praticamente dobrar a atual produção da Frimesa, que hoje abate 8,3 mil suínos ao dia nas plataformas industriais de Medianeira e Marechal Rondon.

 

TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO

A nova obra dá sequência a uma trajetória de crescimento exponencial da cooperativa na atividade suinícola. Nos últimos 15 anos, a Frimesa aumentou em quase seis vezes sua produção de alimentos à base de carne suína. “Em 2005 a Frimesa abatia 1,5 mil animais ao dia. Hoje abatemos 8,3 mil. Isso graças a investimentos e à ampliação que fizemos na unidade de Medianeira, que hoje processa 6,9 mil animais ao dia, e aquisição de um frigorífico em Marechal, que abate outros 1,4 mil”, expõe a liderança.

O projeto, no entanto, é ainda mais audacioso. A capacidade total do empreendimento, de abate de 15 mil animais ao dia, deve ser atingida, de acordo com o planejamento da Frimesa, no ano de 2032. Quando isso acontecer, a Frimesa deve abater mais de 23 mil suínos por dia. Em pleno funcionamento, o frigorífico vai gerar 5,5 mil empregos diretos e 8,5 mil indiretos.

 

MATÉRIA-PRIMA

Os números são faraônicos e trazem à mente uma simples pergunta. De onde vai vir tanto suíno? É aí que entra o papel das cinco cooperativas que formam a central Frimesa: Lar, Copagril, Copacol, C.Vale e Primato, todas instaladas no Oeste paranaense. Elas já dão o suporte para a produção atual, mas terão que ampliar suas estruturas, comenta Vanzella, para garantir matéria-prima às indústrias. “As cooperativas vão criar suas UPLs (Unidades Produtoras de Leitões) e vão angariar produtores para implementação das granjas de terminação dos animais”, explica. A Lar, por exemplo, já está ampliando a sua unidade que produz leitões.

Conforme o presidente, quatro das cinco cooperativas já estão com os projetos de ampliação das produções atuais bem definidos. “Queremos o crescimento constante, mas para isso precisamos alimentos para entregar ao consumidor”, enaltece.

 

O MELHOR ANO DA HISTÓRIA

A pandemia trouxe incertezas para todos, furtou empregos e vidas de milhares de pessoas em todo o Brasil. O setor agropecuário, no entanto, foi o único que cresceu neste ano. A exemplo da Frimesa. Faltando pouco mais de dois meses para o fim de 2020, Vanzella projeta o melhor ano financeiro da companhia. “Ainda falta um pouco para acabar, mas 2020 deve ser o ano de melhor desempenho econômico da história da Frimesa”, destaca o presidente. “Tivemos uma surpresa muito grande em relação ao desempenho por causa da pandemia. Acredito que os programas sociais (auxílio emergencial e saque do FGTS) do governo estimularam os consumidores no mercado interno a consumir mais. No mercado internacional, tivemos um ‘boom’ de vendas para a China. Nunca se vendeu tão bem como em 2020, não somente em carne suína, também em leite, que está tendo um desempenho muito bom no mercado interno. Praticamente trabalhamos o tempo todo batendo recordes, apesar de toda a preocupação com a saúde das pessoas”, justifica.

Ele pontua, entretanto, que, como em qualquer planta industrial de alimentos, os desafios impostos pela Covid-19 foram diários. “Todo dia está sendo um desafio. Tivemos que se adequar para conviver com o vírus. Tivemos que aguentar pressões e ameaças de fechar as indústrias, mas fomos se adequando às normas. No final, só temos a comemorar, pois embora tenhamos tido uma quantidade expressiva de pessoas infectadas e outras afastadas pela imposição dos protocolos, não tivemos nenhum óbito dentro da Frimesa. Com as medidas tomadas, a guerra está sendo vencida. O que julgo extremamente importante é que todos superaram a doença. É um ponto a se comemorar. Conseguimos manter a produção de alimentos, gerando empregos tão importantes para milhares de famílias, e celebrar que não perdemos nenhum de nossos companheiros de trabalho”, comemora Vanzella.

 

2021

Se o ano de 2020 está bom para a central cooperativa paranaense, o próximo pode ser ainda melhor. O mercado está aquecido, com bons preços pagos pela carne suína, puxados pela valorização do dólar frente ao real. Para a Frimesa, o foco é o frigorífico de Assis Chateaubriand e outros projetos em andamento.

“A Frimesa tem um programa bem claro para 2021, que é dar andamento àquilo que já começamos. O Plano Avança Frimesa tem como meta principal o andamento do frigorífico de Assis, além de adequação do frigorífico de Marechal Rondon para exportar para a China e abater até 1,5 mil suínos por dia”. Para o ano que vem está prevista ainda, diz Vanzella, a ampliação nas áreas de fatiamento e produtos no frigorífico de Medianeira e a implantação de atordoamento dos animais por CO2 em Medianeira, seguindo as novas normas de bem-estar animal.

Na área de leite, a Frimesa está alcançando a marca de um milhão de litros industrializados e transformados em queijos, iogurtes e outros derivados por dia. “Na área de leite, estamos ampliando a indústria de Matelândia e Marechal Rondon para chegar a um milhão de litros por dia transformados. A gente já chegava a um milhão de litros, mas vendia boa parte do leite para outras grandes empresas. Agora será todo processado, com valor agregado”, salienta.

Para o presidente da Frimesa, vida que segue com planos bem definidos. “Não temos mistério para 2021. Vamos dar continuidade ao nosso planejamento e ver as boas consequências logo ali na frente”, acentua.

O plano de ação Avança Frimesa destina quase R$ 3 bilhões para expansão das indústrias e da marca com o objetivo de alcançar faturamento R$ 4 bilhões em 2020, além de manter toda a cadeia produtiva de leite e carne suína.

Fonte: O Presente Rural

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