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20 de maio de 2020

Jovem de Pelotas cria ‘robô de teste rápido’ para auxiliar no diagnóstico da Covid-19

Aos 15 anos, o jovem cientista Pedro Doleske, morador de Pelotas, na Região Sul do estado, trabalha no desenvolvimento de uma máquina capaz de auxiliar os profissionais da saúde no combate à pandemia do novo coronavírus.

Em parceria com outros quatro estudantes, um brasileiro, uma irlandesa e duas americanas, Pedro criou o “robô de teste rápido”. O equipamento tem como objetivo testar o maior número de pessoas possível para a Covid-19.

Nessa espécie de totem, a pessoa informa seus dados pessoais, recebe um estojo com um cotonete, coleta a amostra, e devolver para a máquina. Tudo sozinho, sem precisar de acompanhamento.

“Nossa ideia foi para que não houvesse a necessidade de um profissional de saúde acompanhar o teste. Voluntários podem auxiliar no uso da máquina. Enquanto médicos e enfermeiras se concentram no tratamento das pessoas com a doença”, destaca Pedro.

Após todo processo, o resultado fica pronto em 20 minutos. “O código de barra que sai, a pessoa cola no estojo para a máquina saber de quem é e enviar por e-mail ou celular o resultado do exame”, explica.

O software que vai ser inserido dentro do robô, para analisar os exames de coronavírus, ainda está sendo desenvolvido pelo grupo. “Quando o primeiro protótipo do robô for lançado já teremos isso pronto. Estamos trabalhando com muitas pessoas para desenvolver essa proposta. Mas a ideia é que o robô mesmo faça a análise”, conta.

A presença de um voluntário junto a máquina é necessária para o processo de esterilização do equipamento. “Vai lá e clica em um botão para esterilizar. A esterilização é feita com raios UV”, diz.

Surgimento da ideia

Pedro foi indicado em 2019 ao Kids Nobel, um prêmio Nobel para crianças.

Como integrante da The New York Academy of Sciences, uma academia com mais de 20 mil pesquisadores do mundo todo, o jovem cientista diz que é desafiado a ter novas ideias constantemente. “Todo ano a academia manda desafios conforme vão acontecendo problemas no mundo”, diz.

“Este ano eles convocaram uma equipe de três mil cientistas do mundo para achar soluções pro combate, cura e tratamento do coronavírus”.

Pedro diz que são cinco fases do projeto. A primeira é a convocação, onde o pesquisador aceita o convite. A segunda é o cadastro onde o cientista coloca suas especializações e premiações para que possa encontrar pessoas para auxiliar no projeto.

“Eu, por exemplo, não tenho muita facilidade com multimídia. Então, nessa plataforma posso encontrar pessoas com essa especialidade para ajudar no meu projeto”, conta.

Na terceira fase é a hora de montar o grupo de trabalho e debater as ideias. Depois é hora de aprimorar. “Discutir o tipo de tecnologias, como vai ser a divulgação, como vai funcionar esse projeto”, diz.

Já na última fase, que foi realizada neste mês, é o momento de enviar o projeto para a academia avaliar. “Se a resposta é positiva a gente pode desenvolver o projeto e distribuir pro mundo inteiro. Eles tem até fim de junho para dar o resultado. Acredito que vai ser aprovado”, diz.

Com a aprovação, empresas parceiras da Academia auxiliam no financiamento.

“O surto do coronavírus não vai passar tão cedo. Acredito que até este ano já tenham muitas máquinas, como a minha para ajudar”.

 

Por Gabriela Clemente, G1 RS

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