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6 de novembro de 2020

Estiagem que assola Santa Catarina é a mais severa desde 2005

O agronegócio catarinense já sente os efeitos da estiagem prolongada no Estado. Nesta quinta-feira, 5, durante encontro da governadora Daniela Reihner com lideranças do setor produtivo, a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentaram a avaliação de impactos da seca na produção agropecuária e as ações já executadas em apoio aos produtores rurais.

“Os reflexos da estiagem que vem castigando Santa Catarina são sentidos em todo o Estado, e o foco neste momento é o atendimento emergencial e imediato aos atingidos. Vamos continuar agindo e já pedi relatórios das perdas nos diferentes setores para buscar mais ajuda e minimizar os efeitos da estiagem”, anunciou a governadora Daniela Reihner.

A estiagem que assola Santa Catarina teve início em junho de 2019 e já se mostra a mais severa desde 2005. “A estiagem já se mostrou como um evento cíclico em Santa Catarina e nós precisamos pensar em ações a longo prazo para que possamos dar mais tranquilidade aos produtores rurais. A criação do Gabinete de Crise é uma oportunidade de unirmos esforços para melhor atender os agricultores”, ressalta o secretário da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, lembra a importância de estar próximo dos agricultores familiares neste momento de crise. “Cabe à Epagri identificar as regiões mais atingidas e levar aos produtores rurais as políticas públicas adequadas para superação deste momento. Nossas equipes de extensionistas e pesquisadores estão trabalhando incansavelmente para desenvolver tecnologias de baixo impacto para manejo e conservação de solo, além de gerar informações confiáveis para a sociedade”.

 

Estimativa de perdas

Durante o encontro, o analista Haroldo Tavares Elias apresentou a avaliação do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) sobre o impacto da estiagem na produção agropecuária catarinense.

O Extremo Oeste é a região catarinense cujos cultivos agrícolas estão em situação mais delicada em decorrência da estiagem. Em seguida aparecerem Oeste e Meio-Oeste. Milho (silagem e grão), fumo e pastagens sãos as as culturas mais atingidas até o momento.

 

Níveis de chuvas

A situação das lavouras reflete o baixo nível de chuva registrado em Santa Catarina desde junho de 2019. O Meio-Oeste está sendo a região mais atingida pela estiagem, onde deixou de chover 895,9mm acumulados no período para alcançar as médias históricas mensais. O pior mês foi outubro de 2020, quando choveu apenas 29,2mm, muito abaixo da média da região, que é de 154,2mm.

Na região Oeste, também se observou pouca chuva e ocorrência irregular desde junho de 2019, acumulando um valor de 801,9mm de falta de chuva no perído. Mais uma vez, o pior mês foi outubro último, quando é normal que chova 169,5mm, mas choveu somente 27,1mm.

No Extremo Oeste, faltou chover em torno de 711mm entre junho do ano passado e outubro deste ano. Neste intervalo, setembro de 2020 registrou o maior déficit, de -143,9mm. Choveu 30,4mm contra uma média esperada de 174,3mm.

 

Previsão do Tempo

Segundo a Epagri/Ciram, a chuva não deve voltar a Santa Catarina até o sábado (8).  No domingo a umidade aumenta do Planalto ao Litoral, provocando pancadas isoladas de chuva com raios na tarde e noite. No Oeste e Meio-Oeste, a umidade do ar segue mais baixa.

Nos dias 09 a 11, as condições atmosféricas ficam mais favoráveis à ocorrência de chuva em no Estado, devido ao aquecimento e influência de áreas de baixa pressão. Nos dias 12 e 13, o tempo volta a ficar mais seco no Oeste e Meio-Oeste, e a condição de chuva fica restrita a faixa Leste do estado (Planalto ao Litoral).

A previsão até janeiro é de chuva abaixo da média climatológica, com irregularidade no espaço e no tempo e com dias consecutivos sem chuva, devido à atuação do fenômeno La Niña. Em novembro a chuva pode ser ainda mais escassa.

Fonte: Governo de Santa Catarina | Epagri

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