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15 de setembro de 2020

Casal passou por três países para buscar filha em barriga de aluguel

Depois da saga de cruzar o oceano Atlântico e passar por três países durante a pandemia do coronavírus, enfrentando fechamento de fronteiras e cancelamentos de voo, o casal de São José do Rio Preto (SP) Camila Pavan e Adriano Simões Garbelini, que agora curte a pequena Pietra, gerada em barriga de aluguel em Kiev, na Ucrânia, conta que “faria tudo de novo” se fosse preciso.

Pietra veio ao mundo em 11 de junho por meio de barriga de aluguel, alternativa encontrada por Adriano e Camila após 10 anos de tentativas frustradas. “A gente perdeu duas gravidez. Depois a gente procurou adoção, barriga solidária com minha irmã e a gente não conseguiu”, afirma Camila.

A mãe da Pietra conta que não pode gerar um bebê porque tem uma doença degenerativa. “Eu tenho contraindicação para engravidar por dois motivos. Um por causa do peso da barriga e outro porque conforme a barriga vai crescendo ela vai apertar o diafragma e como minha doença atinge os músculos eu posso ficar sem respirar no final da gestação”, diz.

O procedimento de barriga de aluguel precisou ser fora do Brasil, porque a legislação brasileira não permite.

“Nós não temos nenhuma regulamentação legislativa que trata do tema. Então tudo por analogia, desdobramento, nós temos um dispositivo na Constituição que trata da doação de órgãos e ele proíbe que a gente doe órgãos, tecidos, mediante remuneração. Por isso nós temos a barriga de aluguel proibida”, diz Henry Atique, professor de direito constitucional.

A gravidez ocorria tranquilamente, com o casal recebendo todas as informações sobre a gestação da clínica da Ucrânia. Seria tudo tranquilo, até decreto da pandemia de Covid-19. A Pietra nasceu em junho, justamente quando as fronteiras de muitos países estavam fechadas para brasileiros.

“Os voos começaram a ser cancelados e eu cheguei em casa e vi a Camila chorando, com medo de perder o parto”, diz Adriano.

Depois de muitas tentativas, Camila e Adriano conseguiram um voo para Amsterdã, na Holanda. De lá seguiram para a Munique, na Alemanha, onde pegaram um voo de repatriação de ucranianos, com destino a Kiev.

“Os voos para gente chegar lá precisou de autorização especial de vários países para conseguir chegar, conseguimos receber autorização de última hora”, diz.

Na Ucrânia, eles ainda ficaram nove dias de quarentena, num hotel. Só foram liberados do isolamento às vésperas do parto da filha. Eles permaneceram no país por quase dois meses, antes de voltar ao Brasil, para a menina fortalecer o sistema imunológico.

Volta para casa

Encarar as mais de 30 horas da viagem de volta não foi tarefa fácil, conta o casal. “O nosso voo foi por Paris e esperamos um período muito longo, foi complicado ficar com a bebê lá. Nós dois usamos máscaras e protetor facial o tempo todo, mas ela não podia usar e isso foi um ponto de preocupação o tempo todo”, afirma Camila.

Camila e Adriano estão com a filha em Rio Preto desde o fim de julho, mais de um mês depois de ela nascer. Eles tentaram prolongar ao máximo a permanência no país europeu por causa da situação do coronavírus em Rio Preto – que tinha mais de 9 mil infectados e 240 mortes na época – pouco mais de um mês, a cidade mais que dobrou, com 19.115 casos e 511 mortes até a manhã desta segunda (14).

“Chegamos a Rio Preto e foi muito gostoso reencontrar a família, emoção indescritível, estavam todos esperando, toda minha família fez o teste do Covid para saber se tinha condições de conhecer a Pietra. Em Kiev, a situação estava bem segura e Rio Preto está bem preocupante, nos preocuparmos muito com isso, com a segurança da Pietra”, diz.

Na Ucrânia, eles tiveram de ficar em quarentena em um hotel por aproximadamente 10 dias e realizaram o teste para detectar o coronavírus. Com o resultado negativo, puderam ir para o hotel escolhido pela clínica e aguardar o nascimento de Pietra.

“Quando percebi que teria a chance de não estar aqui quando ela nascesse, fiquei desesperada. Minha filha já não passou os nove meses dentro da minha barriga, ela passou na barriga de outra pessoa, e não queria perder mais um minuto longe dela. Foi muito exaustivo, fisicamente e psicologicamente. Nunca passamos por uma pandemia e não sabíamos o que encontrar porque cada país estava reagindo de um jeito.”

Por G1

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